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Spider-Man: Brand New Day recria capas clássicas dos quadrinhos já na abertura — veja quais

A montagem que abre o novo filme do Homem-Aranha reencena, quadro a quadro, capas reais dos gibis — de Amazing Fantasy #15 a uma luta esquecida contra o Tarântula.

Antes da história de Spider-Man: Brand New Day realmente começar, o filme abre com uma montagem rápida mostrando o Homem-Aranha em ação ao longo do tempo — e essa sequência não é genérica. Cena por cena, ela recria capas de verdade dos quadrinhos da Marvel, com direção de fotografia calculada pra reproduzir a pose exata de cada uma. A produção guardou essas recriações fora dos trailers de propósito, pra não estragar a surpresa de quem reconhece as referências na tela.

A primeira é a própria capa de estreia do personagem, Amazing Fantasy #15 (1962): o Homem-Aranha carregando um bandido pelos ares, a pose mais icônica de toda a hero's journey do herói. Na sequência aparece uma luta com o Escorpião baseada em Spider-Man Adventures #2 (1994), da história "Sting of the Scorpion", e um momento com o Lápide ameaçando jogá-lo do alto de um prédio — direto da capa de The Spectacular Spider-Man #142 (1988).

O desfile de referências continua: The Amazing Spider-Man #221 (1981) empresta o confronto com o ciborgue Ramrod, e The Amazing Spider-Man #345 (1991) vira a cena em que o herói se desvia dos bumerangues do vilão Boomerang. Tem espaço até pra uma aparição rápida da organização ninja A Mão, que volta a aparecer mais tarde no filme, e uma luta contra o Tarântula e suas lâminas envenenadas, tirada de The Amazing Spider-Man #134 (1974).

Um detalhe menor, mas querido pelos fãs mais antigos: em um dos flashes da montagem, Peter aparece vestindo casaco, cachecol e gorro por cima do uniforme. Não é só uma referência a O Espetacular Homem-Aranha 2 — é algo que já aconteceu antes nos quadrinhos, em histórias que mostram o herói enfrentando o inverno rigoroso de Nova York agasalhado por cima da fantasia, com luvas de frio e tudo.

É um tipo de easter egg que só funciona se o material de origem for tratado a sério — e ajuda a explicar por que Brand New Day parece, pra muita gente, mais fiel ao espírito dos quadrinhos do que a trilogia anterior de Tom Holland.