Spider-Man: Brand New Day estreou com 91% no Rotten Tomatoes — e um Peter Parker mais sozinho do que nunca
Depois de apagar sua identidade em No Way Home, Peter Parker enfrenta anos de isolamento e uma transformação física misteriosa — com aprovação de 91% da crítica.
Spider-Man: Brand New Day pega a história logo depois de No Way Home, quando Peter Parker usou um feitiço pra apagar da memória de todo mundo — inclusive de MJ e Ned — que ele é o Homem-Aranha. O novo filme dá um salto de quatro anos: MJ e Ned já se formaram no MIT, e Peter segue sozinho, morando num esconderijo improvisado, acompanhando a vida dos dois amigos só pelas redes sociais enquanto tenta segurar a cidade nas costas.
O isolamento é o fio condutor do filme: o roteiro pergunta o que sobra de "homem" em Peter quando tudo que o fazia humano — amigos, reconhecimento, uma vida normal — foi apagado, e o peso disso começa a provocar uma transformação física nele mesmo. No caminho aparecem o Escorpião (Michael Mando) e o Lápide (Marvin Jones III), além de uma aliança improvável com o Justiceiro (Jon Bernthal) e uma participação de Hulk (Mark Ruffalo).
A recepção da crítica ficou em 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os elogios foram pra fotografia — descrita como "um quadrinho ganhando vida" — e pra atuação de Zendaya, que segundo a crítica interpreta "praticamente uma MJ diferente" das dos filmes anteriores. Do lado negativo, avaliações apontaram que o filme parece "com medo das próprias ideias boas", deixando temas fortes subdesenvolvidos e caindo num problema comum do cinema de super-herói recente: parecer mais preparação pro próximo filme do que uma história fechada em si mesma.
De qualquer forma, o filme já entra pra história como o de maior abertura de fim de semana e, mais recentemente, maior bilheteria doméstica de todos os tempos — números que, por enquanto, a crítica dividida não conseguiu segurar.